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Ensino integral no estado do Rio de Janeiro

Rio usará modelo de Pernambuco para aumentar oferta de ensino integral no estado

 

 

Com apenas 15% de seus alunos em turmas diurnas de turno único (com sete horas diárias na escola), também conhecido como tempo integral, a Secretaria estadual de Educação (Seeduc) do Rio buscou em Pernambuco um modelo para ampliar essa oferta. A ideia é que o estado tenha, já no ano que vem, pelo menos uma escola com dois turnos ampliados: um das 7h às 14h e outro das 14h30 às 20h30. Ontem, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) publicou uma lei que obriga o estado a implantar “gradualmente” a educação integral em toda a rede.

— Implantar o ensino integral divide a capacidade de uma escola à metade de seus alunos. Com esse modelo, é possível ampliar a oferta de turmas com sete horas diárias de aula sem reduzir a capacidade da unidade — afirma Pedro Fernandes, secretário estadual de Educação do Rio, acrescentando que um colégio integral custa cerca de 60% mais do que um de horário parcial.

 

O novo modelo deve ser adotado em uma das 12 novas unidades que o secretário prometeu criar até o fim do ano. Segundo ele, os dois turnos numa única escola é ideal para áreas com grande densidade populacional, como a Região Metropolitana. No interior, ele pretende manter o modelo tradicional, em que os alunos estudam das 8h às 15h.

A convivência dos dois modelos é uma realidade em Pernambuco. Lá, 57% da rede está em horário integral. São, no total, 412 escola de turno único. Dessas, 17 funcionam com os horários que serão copiados no Rio, aproveitando o espaço escolar duas vezes no mesmo dia.

— Começamos há três anos com uma escola, passamos para nove e agora temos mais oito que oferecem o ensino fundamental de manhã e o médio de tarde — diz o secretário estadual de Educação de Pernambuco, Fred Amancio.

O estado do Rio teve, em 2018, 296 mil estudantes de ensino médio no turno diurno, de acordo com o Censo Escolar. Desses, só 43 mil estavam em turmas com sete horas diárias. Já no segundo ciclo do ensino fundamental (entre o 6º e o 9º ano), eram 150 mil alunos e apenas 42 (só uma turma) em ensino integral.

A lei publicada ontem, de autoria de Jorge Felippe Neto (PSD), Waldeck Carneiro (PT) e Tio Carlos (que não foi reeleito), determina que tanto alunos do ensino fundamental quanto do médio devem estudar em turno único. A primeira versão do texto previa meta de dez anos para que todos os alunos estivessem em turmas com sete horas diárias. O texto foi modificado e deixou de estabelecer números.

fonte: https://extra.globo.com/noticias/educacao/